Muita coisa. É tanto que não cabe nos dedos. E a gente sempre deixa. Não é de propósito, tão pouco por mal. É apenas a vida acontecendo. Seguindo o seu fluxo natural. Com o crescer, a gente aprende a aceitar. E com o tempo, a gente percebe que a vida que se leva não é mais a mesma. Nos altos e baixos da vida, a gente descobre que nada é para sempre. Bem longe disso.

Diz-se que crescer é amadurecer. Mas às vezes o corpo cresce e você, ainda assim, se sente pequeno. Crescer é individual. E dá um trabalho. O mundo tá cheio de gente que luta contra isso. É um misto da síndrome de Peter Pan com medo da frustração. Não é por nada, mas dá um medo crescer. Você começa a entender que o mundo é realmente complicado e que as injustiças nele vão muito além das frases prontas que você sabe de cor.

Nunca se sabe quando se chega, enfim, a fase adulta. Talvez você perceba quando tiver que pagar o aluguel. Talvez quando marcar sua própria consulta ao médico. Ou talvez perceba que, enquanto janta com os amigos, você está tomando uma bebida alcoólica ao invés de refrigerante. E são muitos os paradigmas que aparecem quando ocorre essa quebra do espelho. Aquela constante o que eu estou fazendo com a minha vida se torna um lema gasto na sua mente. Também percebe que adultos não são bem resolvidos como imaginávamos. Eles têm crises, medos e não fazem total ideia do que fazer. E você só sabe disso porque agora é um deles.

Ser adulto é uma frustração constante. Como se as duas – ou mais – dezenas de idade pesassem mais do que o tempo, em si, passado nelas. E se você der brecha, um peso de culpa misturado com arrependimento podem arruinar todos os seus planos. Tome atenção porque a frustração mata. Mata sonhos, aspirações e, principalmente, motivação. Mata emoção. E o mundo já tá cheio de pessoas vazias. É preciso ser forte. Acreditar, mesmo quando não se tem mais vontade. A vida acontece, principalmente, quando menos se espera. E uma hora, meu amigo, ela dá certo.

Tenha em mente que nós não somos perfeitos. Ninguém é. Nós cometemos erros e arruinamos as coisas. Estragamos tudo. Mais do que gostamos de admitir. Até mesmo – e principalmente – aqueles que amamos. E isso é o que nos torna perfeitos. A capacidade de errar, mas também de perdoar a si e ao outro. Então, seja leve. Esvazie o que te pesa. Valorize aquilo que você não passa um dia sem pensar. Silencie o que desgasta. E acorde toda manhã com o pensamento de que hoje será diferente. Todos os dias a vida te dá a oportunidade de ser alguém melhor e, ainda assim, tem gente que prefere se acomodar. Vai entender.

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