Ela é difícil. Cansativa. Confusa. Complicada. Ela, ás vezes, me assusta. Ela é única. Ela é minha. E é intransferível. Eu não posso viver pelos outros. E ninguém pode viver por mim. A vida é um ciclo constante. E a gente vive, inconsciente, correndo em círculos. Há quem diga que vivemos sozinhos e morremos sozinhos, todo o resto é ilusão. Então, neste caso, nenhuma conjugação de verbo, pi ao quadrado ou teoria da comunicação podem eliminar o meu destino.

A vida é engraçada. Ora sorte, ora azar. E nesse cassino de contradições, eu vivo acreditando que estou pela metade. Que preciso me encontrar. Que estou atrasada. Perdida. Vivo correndo atrás de um cronograma hipotético – e patético – que criei. Eu vivo adivinhando o futuro, lembrando o passado e esquecendo o presente. E apesar destes muitos vivos, eu me esqueço de viver.

Eu passo tempo demais me preocupando. Me diminuindo. Não me permitindo. Enquanto, eu deveria passar mais tempo me motivando. Acreditando. Porque se eu não me enxergo, torna-se difícil alguém enxergar. Talvez, apesar do medo, eu devesse deixar a vida simplesmente acontecer. Porque não importa o que eu faça, eu só posso mudar o agora. Eu tenho a escolha de superar o passado, não me preocupar tanto com o futuro e acreditar no presente. E eu aceito isso.

E, no meio disso tudo, talvez não importe se eu não sei o que quero da vida. Porque estar perdido nem sempre é sinônimo de algo ruim. A idade não mede o sucesso. E a opinião dos outros não traz a felicidade. Eu tenho que parar de tentar achar respostas porque a vida vive mudando as perguntas. É um loop. E é de enlouquecer tentar acompanha-lo. Fique longe de tudo o que não te acrescenta. Tudo o que te afunda. E tudo o que te impeça de ser você. Porque talvez o mundo seja melhor se cada um cuidar da sua própria vida, não desejar o mal alheio e investir em ser feliz. Talvez a vida seja um contar de cair e levantar. Não importam quantas vezes você foi infeliz contanto que tente ser feliz. Então, seja grato. Porque gratidão é a chave para a felicidade. E aceitação é a porta. Eu disse que a vida é engraçada. Sorria.

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